Quando você abre um site hospedado na Europa, seus dados quase certamente atravessam o Atlântico por um cabo de fibra óptica mais fino que uma mangueira de jardim, deitado no fundo do oceano. Não existe "nuvem" sem esse fio.

O EllaLink, inaugurado em 2021, foi o primeiro cabo submarino a conectar diretamente o Brasil (Fortaleza) a Portugal (Sines), reduzindo em cerca de 50% a latência entre América do Sul e Europa, que antes precisava passar pelos Estados Unidos.

Quem é dono do fio

Cabos submarinos historicamente pertenciam a consórcios de operadoras de telecomunicação. Nos últimos dez anos, gigantes de tecnologia como Google, Meta e Amazon passaram a financiar e operar seus próprios cabos, o que muda a lógica de quem controla o tráfego global de dados.

A internet não é uma nuvem. É um fio no fundo do mar, e ele pode ser cortado.

Um ponto único de falha

Ataques, âncoras de navios e até tubarões já romperam cabos submarinos, derrubando países inteiros da rede por dias. A resiliência da internet depende de rotas redundantes — e o número de empresas capazes de construir esses cabos é cada vez menor.

Os detalhes técnicos e o financiamento do EllaLink estão no anúncio oficial do governo brasileiro, em https://www.gov.br/pt-br/noticias/transito-e-transportes/2021/06/cabo-submarino-de-fibra-optica-brasil-europa-e-inaugurado-em-portugal.